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  • Santa Catarina lidera pela primeira vez o Ranking de Competitividade dos Estados em 2026, superando São Paulo, que venceu todas as 14 edições anteriores.
  • O estado é primeiro colocado em quatro pilares: Capital Humano, Potencial de Mercado, Segurança Pública e Sustentabilidade Social, além de ficar entre os cinco primeiros em todos os dez pilares.
  • Na região Sul, o estado lidera, seguido por Paraná (3º) e Rio Grande do Sul (4º); o ranking avalia 100 indicadores e foi divulgado nesta quinta-feira (27).

Santa Catarina conquistou pela primeira vez a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria. Na edição de 2026, o estado avançou da segunda para a primeira colocação e superou São Paulo, que havia liderado todas as 14 edições anteriores.

Os resultados das 27 unidades da Federação foram divulgados nesta quinta-feira (27), em São Paulo. Santa Catarina estreou no ranking, em 2016, na terceira posição. No ano seguinte, chegou ao segundo lugar e permaneceu entre os dois primeiros colocados durante nove edições consecutivas, de 2017 a 2025.

Santa Catarina lidera quatro pilares

Além da liderança geral, Santa Catarina ocupa o primeiro lugar em quatro dos dez pilares analisados pelo ranking: Capital Humano, Potencial de Mercado, Segurança Pública e Sustentabilidade Social.

O estado também aparece entre os cinco primeiros colocados em todos os pilares avaliados, que consideram diferentes aspectos da capacidade dos estados de oferecer condições para desenvolvimento econômico e social.

Em Capital Humano, Santa Catarina ocupa a liderança nacional pelo quarto ano consecutivo. O estado chegou ao primeiro lugar em 2023, depois de avançar 23 posições, e manteve a liderança nas três edições seguintes.

Na Segurança Pública, Santa Catarina voltou ao primeiro lugar em 2026. O estado havia liderado o pilar em oito das nove edições anteriores e permaneceu na primeira posição entre 2019 e 2025.

Estado avança em Educação e gestão pública

Um dos destaques da edição de 2026 foi o desempenho de Santa Catarina em Educação e Eficiência da Máquina Pública. O estado avançou sete posições em cada um dos dois pilares.

Na Educação, Santa Catarina passou da nona para a segunda colocação nacional. Já em Eficiência da Máquina Pública, subiu da décima para a terceira posição.

O estado também recuperou a liderança em Sustentabilidade Social. Após permanecer em primeiro lugar entre 2016 e 2024, Santa Catarina caiu para a segunda posição em 2025 e voltou ao topo neste ano.

No Potencial de Mercado, o estado passou da terceira para a primeira colocação, alcançando sua melhor posição desde o início da série histórica.

Estado fica entre os cinco primeiros em todos os pilares

Santa Catarina também apresentou avanços em outros indicadores avaliados pelo levantamento.

Em Sustentabilidade Ambiental, subiu três posições e chegou ao quarto lugar. O mesmo avanço ocorreu em Solidez Fiscal, que passou da sétima para a quarta colocação.

O estado ocupa ainda a segunda posição em Inovação e a quinta em Infraestrutura.

Com o resultado, Santa Catarina terminou o ranking com quatro primeiros lugares, dois segundos lugares, um terceiro, dois quartos e um quinto lugar nos dez pilares analisados.

Santa Catarina lidera ranking na região Sul

Entre os estados da Região Sul, Santa Catarina também aparece na primeira colocação.

O Paraná ocupa a terceira posição no ranking nacional, enquanto o Rio Grande do Sul aparece em quarto. Com isso, os três estados da região estão entre os quatro primeiros colocados do país.

Ranking avalia 100 indicadores

A edição de 2026 é a 15ª do Ranking de Competitividade dos Estados. O levantamento considera 100 indicadores distribuídos em dez pilares: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

Segundo o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, o ranking busca oferecer informações para avaliar o desempenho dos estados e auxiliar na formulação e análise de políticas públicas.

“O ranking oferece evidências para que gestores públicos possam aprender com as melhores práticas e acelerar a construção de estados mais eficientes, inovadores e capazes de oferecer melhores oportunidades para a população”, afirmou.